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sábado, 3 de setembro de 2016

A SUSTENTABILIDADE EM EVIDÊNCIA



Julio Cesar Machado de SOUZA

                                                             UNINTER- Centro Universitário


Resumo


Esse artigo tem como escopo reforçar um assunto tão comentado e debatido nos últimos anos: a sustentabilidade do planeta. Isso se faz urgente e necessário para a nossa própria sobrevivência. Muitas organizações governamentais buscam alternativas para atenuar o impacto que vem acontecendo ao longo dos anos.  Mas pouca ação efetiva acontece até então. Pesquisas feitas diariamente nos dão a dimensão do que nos espera se continuarmos esgotando os recursos naturais e minerais da natureza sem as devidas responsabilidades. Ações estão sendo pensadas, e implementadas, mas não tem sido o suficiente.  Essa ação tem que ser conjuntas, reunir toda a população do planeta. Cada um tem que fazer a sua parte para que medidas sustentáveis tenham resultados importantes no sentido de minimizar todo impacto causado até agora. Portanto, se faz urgente instituir planos de ações que conscientizem a população, mesmo que isso tenha que ser feito por força de leis mais severas.

Palavras chave: Sustentabilidade. Impacto ambiental. Natureza.


        A natureza é o nosso maior patrimônio, visto que está alinhado a nossa integridade física e mental. E para que tenhamos essa integridade, com maior qualidade possível, dependemos da saúde plena da natureza, ou seja, ela tem que estar ativa e saudável para que possa atender as nossas necessidades. Mas para que ela possa nos suprir com todos os seus recursos naturais e minerais, temos que ter um procedimento equilibradamente consciente e sustentável. No entanto, não basta somente ter uma consciência sócio ambiental, temos que ter a prática diária como hábito, como exemplo e como estímulo. Enfim, nos falta uma cultura ambiental que consolide, de fato, a sustentabilidade de toda essa riqueza natural que é salutar para a continuidade de toda a espécie animal. E nós como ditos seres racionais temos a obrigação de cuidar, manter, e preconizar ideias construtivas e dinâmicas sustentáveis para que   possamos usufruir, da melhor maneira possível, toda essa riqueza maravilhosa de matérias primas e insumos que a natureza, generosamente, nos proporciona. Se não começarmos uma ação conjunta, uma força tarefa universal, o mais rápido possível, pode ser tarde demais para atenuarmos todo impacto que até então temos causado. O esgotamento dos recursos minerais, e naturais estão sendo dissipados, em grande parte, sem nenhuma contrapartida atenuante para o impacto ambiental. Logo, temos que reciclar e reutilizar, achar formas de maximizar tudo o que retiramos da natureza. Portanto temos que aproveitar todo esse benefício da natureza sabendo reciclar e reutilizar o que conseguirmos para contribuir, assim, com a imprescindível sustentabilidade. Até porque, é notável, se continuarmos retirando, de uma forma desordenada, consumindo desenfreadamente todos os recursos da natureza, como vem acontecendo, logo, tudo isso entrará num colapso insustentável.
        Hoje, já consumimos mais do que a terra pode suprir. A depredação do homem, juntamente com o seu consumo irresponsável, é uma ameaça sem precedentes para o futuro de todas as espécies do planeta. Segundo o artigo de Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira, Revista Veja, 05/11/2008, a humanidade tem utilizado os recursos da natureza como se fossem fontes inesgotáveis. Apesar dessa visão ter mudado em muitos aspectos, a consciência prática da sustentabilidade ainda é insuficiente para uma mudança efetiva.  Se não houver uma atitude universal de preservação do planeta, os recursos naturais, dos quais necessitamos, irá desaparecer significativamente. Um relatório publicado em 2008, pela ONG World Wildlife Fund, mostra que:
O atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. A conta da ONG foi feita da seguinte forma. Primeiro, estimou-se a quantidade de terra, água e ar necessária para produzir os bens e serviços utilizados pelas populações e para absorver o lixo que elas geram durante um ano. A seguir, esses valores foram transformados em hectares e o resultado dividido pelo número de habitantes do planeta. Chegou-se à conclusão de que cada habitante usa 2,7 hectares do planeta por ano. Nesta conta, o brasileiro utiliza 2,4 hectares. De acordo com a análise, para usar os recursos sem provocar danos irreversíveis à natureza, seria preciso que cada habitante utilizasse, no máximo, 2,1 hectares. Se o homem continuar a explorar a natureza sem dar tempo para que ela se restabeleça, em 2030 serão necessários recursos equivalentes a dois planetas Terra para atender ao padrão de consumo. Essa perspectiva, conclui o relatório, é uma ameaça à prosperidade futura da humanidade, com impacto no preço dos alimentos e da energia.
 Nos últimos 45 anos, a demanda pelos recursos naturais do planeta dobrou. Esse aumento se deve, principalmente, à elevação do padrão de vida das nações ricas e emergentes e ao crescimento demográfico dos países pobres. A população africana triplicou nas últimas quatro décadas. O crescimento econômico dos países em desenvolvimento, como a China e a Índia, vem aumentando em ritmo frenético a necessidade de matérias-primas para as indústrias. China e Estados Unidos, juntos, consomem quase metade das riquezas naturais da Terra. O impacto ambiental da China se explica pela demanda de sua imensa população e, nos Estados Unidos, pelo elevado nível de consumo. Nas contas da World Wildlife Fund, enquanto o chinês usa 2,1 hectares do planeta, o americano chega a utilizar 9,4 hectares. Se todos os habitantes do planeta tivessem o mesmo padrão de vida dos americanos, seriam necessárias quatro Terras e meia para suprir suas necessidades.
A exploração abusiva do planeta já tem consequências visíveis. A cada ano, uma área de floresta equivalente a duas vezes o território da Holanda desaparece. Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2 cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando o aumento da temperatura do globo.

        A realidade é precária e alarmante. A terra, como nunca, pede socorro. Nós, seres humanos somos os maiores causadores desse impacto telúrico. Logo somos responsáveis diretos para a preservação do planeta.  Se a terra não está saudável, muito menos nós estaremos. A humanidade é totalmente dependentes da natureza, mas parece que não percebe essa obviedade. A nossa qualidade de vida, e toda sobrevivência animal está atrelado a natureza, isso não é obvio? E que fique bem claro, não bastam só campanhas publicitárias, propagandas, ações de ONGs, artigos acadêmicos, bandeiras globais e nenhuma mídia forte irá resolver a questão se isso não for posto em prática diariamente. A própria lei da natureza exige mudanças responsáveis urgentes O comércio mundial só pensa em expansão e lucros não se importando, em primeiro plano, como ficará o planeta aos que virão. Para que a nossa continuidade, a nossa descendência tenha um habitat o mais natural possível temos que repensar os nossos hábitos, nossos comportamentos e sobretudo o nosso compulsivo consumo. Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para os nossos filhos. Na verdade, deveríamos tentar deixar filhos melhores para o nosso planeta” (Clint Eastwood, ator e cineasta americano; apud: https://plus.google.com/+LiberteSuaMente/posts/Fcg8qMfX4TZ, acesso em 5 agosto 2016). 1º agosto 2016).
        A educação cultural tem que começar de berço e instituído por força de leis radicais.        Temos, no Brasil a Lei de crimes Ambientais- Lei 9605/98 I Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 que dispõe sobre as sanções penais administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Mas essa lei protetiva do meio ambiente, que é em prol da sustentabilidade, tem que ser mais efetiva e mais abrangente. Ela precisa de uma maior fiscalização por parte das autoridades competentes e da colaboração de todos cidadãos civis. E os indivíduos tem que preconizar e orientar sobre leis e práticas morais de sustentabilidade em todas as organizações que pertença, seja no seio do lar, nas igrejas, nas empresas, nas instituições escolares, enfim, em todos os cantos do planeta terra. Em praticamente todos os países há suas leis ambientais. Logo todos, globalmente, devem estar, cada vez mais integrados e operantes para fiscalizar todo crime e agressão contra a natureza.
         Uma situação simples que poderia ser posta em prática por todos seria a real separação os lixos orgânicos dos reciclados. Hoje, em alguns locais já existe essa coleta de reciclados distintos dos orgânicos, mas há ainda muitas pessoas que não fazem a sua parte. Deveria ter uma cobrança maior por parte das autoridades nesse sentido. Uma medida que deveria ser muito bem apreciada seria contra os empresários que lançam produtos tecnológicos no mercado, quase que diariamente: automóveis, celulares, aparelhos de tevê, sons automotivos e outros. Cada produto confeccionado, ou vendido, deveria em contrapartida ter alguma ação que justificasse a sua fabricação, além do normal ciclo econômico capitalista.  Para compensar as matérias primas utilizadas nos novos produtos deveria ter alguma forma de troca. Talvez o resgate e aproveitamento de produtos ditos obsoletos. Exemplo, para cada novo celular lançado, ou outro produto qualquer, no mercado, o fabricante, proporcionalmente, deveria recolher um percentual desses aparelhos fora de linha ou repor o insumo da natureza através de algum benefício ou reposição, seja através de plantio de árvores, ou alguma forma de reciclagem sustentável. Apesar de ter empresas sustentáveis que buscam compensar e agir de forma justa, ainda é bem fraca as ações que se investem nessa área de equilíbrio fundamental. É muito interessante ter uma ferramenta, cada vez mais, moderna, prática, rápida e com designe inovador. Mas além do custo monetário, temos que considerar o custo material, o custo concreto, ou seja, qual o impacto que cada instrumento pode causar no meio ambiente. Será que vale a pena trocar, por exemplo, o seu celular por causa de um fato novo, ou apenas um detalhe que diferencia o seu aparelho desse novo lançamento. Tudo bem, é tentador ter ferramentas mais sofisticadas, ferramentas que agreguem aplicativos lúdicos e prazerosos, dispositivos mais práticos e dinâmicos. No entanto, sabemos que isso causa grandes impactos para a natureza. Visto que são recursos, muitas vezes, que não se renovam. Por isso seria mais importante procurar consumir produtos que tenham procedência de sustentabilidade. Temos que cobrar dos fabricantes que adotem esse comportamento sustentável para que possamos vivenciar de fato essa palavra que está em evidência, mas na prática não tem funcionado como, de fato, deve ser.
         Por fim, há muito o que se fazer, e isso depende de todos nós, cidadãos do mundo. Temos que repensar o nosso jeito de consumir os recursos da natureza de uma forma útil, conforme a necessidade, sem desperdícios, sem poluição, sem extravagância e, o mais importante, sem agredir a natureza. E refletir sempre para contribuir, seja com ideias que possam colaborar para causar menos impactos ou através de ações que reflitam num amanhã melhor para nós e para os que virão.
        A sustentabilidade é um planejamento que nunca terá fim. É uma atitude que permeará para sempre os caminhos do ser humano. O que foi retirado, em muitos casos não há como reverter para um processo de renovação, mas podemos evitar e prevenir grandes degradações ambientais. Temos que viver em harmonia com a natureza, ou seja respeito e responsabilidade, é o mínimo que podemos fazer. A preservação será uma constante na vida dos indivíduos, do contrário abreviaremos as possibilidades qualitativas, como um todo, de vida na terra. O ser humano é um ser muito inteligente, mas isso não basta se ele continuar a procrastinar atitudes sustentáveis, temos que usar a nossa racionalidade em prol do meio ambiente mundial. O impacto é inevitável; sempre existirá, todo esse conflito que o homem tem com a natureza, muitas vezes em decorrência de um certo progresso capitalista ganancioso e também por crescimento demográfico sem planejamento. Logo todo esse processo econômico e social, terá que ser sempre de uma forma muito bem calculada para que o planeta sofra o menos possível toda agressão causada por nós seres humanos. Replantio, reciclagem e reuso, terá que ser muito bem destacada nos próximos anos, um mantra educacional para todos os sujeitos. A reciclagem mesmo, será um grande negócio para a natureza e para todo aquele que vislumbrar isso como um grande negócio. As leis tendem a ser mais rigorosas e com um efetivo maior na fiscalização. Mas além de toda perspectiva e especulação, o homem tem que adquirir a práxis sustentável não só por necessidade de sobrevivência, mas, inclusive, também por questões morais e éticas.


Referências



terça-feira, 21 de junho de 2016

Tempo e Espaço dos Sujeitos e Instituições Escolares

TEMPO E ESPAÇO DOS SUJEITOS E INSTITUIÇÕES ESCOLARES

                                                        
                                                               Julio Cesar Machado De SOUZA

                                                             UNINTER Centro Universitário


RESUMO



O trabalho, em questão, propõe uma reflexão acerca do tempo e espaço dos sujeitos e instituições escolares. Um dos grandes desafios, além da concatenação de ambos, tempo e espaço, é buscar a participação de todos que estão envolvidos no contexto escolar para que alinhados possam viabilizar um aprendizado escolar com resultados, cada vez mais, relevantes.
Há uma necessidade estrutural, em vários aspectos, para atender as novas tecnologias e para a adaptação de novos conceitos e abordagens que se apresentam na atualidade. Não é fácil desenhar um contexto extracurricular que alcance os objetivos do tempo e espaço na íntegra, mas também, não é impossível transportar esse estimulante desafio. Para que haja a melhor efetivação dessa dinâmica, tempo e espaço, ainda que haja desafios de caráter conjuntural e estrutural, é necessário trabalhar com ferramentas alternativas que viabilizem a interdisciplinaridade e a transversalidade que é essencial   no campo da pedagogia. Em suma, para que se atinja bons resultados, nessa temática e em outras questões, além do comprometimento dos profissionais da educação, tem que haver a colaboração política de toda a sociedade, no sentido de cobrar dos governantes os direitos educacionais que reza os artigos da Constituição.
     

Palavras-chave: Desafio, tempo, espaço.


A educação é um constante desafio que se apresenta no cotidiano dos profissionais dessa área; um desafio também para os discentes, de todas as séries, um desafio para os pais, para a comunidade em geral, um desafio para os governantes que se propõe a administrar o país, um desafio para estudiosos e cientistas, enfim, um desafio para toda a sociedade que almeja qualidade e otimização no processo do ensino escolar.
Buscar novas alternativas para que se melhore o ensino nas instituições escolares   é um consenso entre todos cidadãos que enxergam que uma das maiores ferramentas de crescimento de um país passa, sobretudo, pela instituição educacional que vem a ser uma das mais poderosas organizações responsáveis pela evolução do progresso em todos os sentidos.
             Mas o Brasil, hoje, está diante de uma situação crítica que afeta vários setores, principalmente a educação. Há de se frisar que esse problema não é de agora e sim um problema histórico, fato, que acaba atingindo todo sistema educacional. E diante da atual conjuntura, há uma carência muito significativa para a viabilização de certos mecanismos, essências, que são responsáveis por desempenhos animadores. Tais mecanismos, ficam engessados por falta de aportes governamental. Logo, a educação ideal, por enquanto, é só um vislumbre.
        No entanto, mesmo diante de tantos desafios, é relevante que o sujeito tenha perseverança para se ater ao momento atual que pede empenho para a solução das problemáticas do cotidiano escolar. Quando falo do sujeito, falo especialmente dos professores, entre outros colaboradores das instituições educacionais, que escolheram essa profissão como exercício de seu trabalho profissional; mesmo sabendo que a sua valorização não é condizente com tamanha responsabilidade, que é a disponibilização e mediação dos conhecimentos para os seus alunos; ainda que isso não seja reconhecido pelos órgãos que administram a área educacional, o profissional dessa área   não pode fraquejar,  tem que perseverar com comprometimento que assumiu quando fez  dessa profissão a sua prática social diária. Logo, ele deve estar antenado com as novidades tecnológicas e com tudo que diz respeito a novas abordagens educacionais. É fundamental buscar informações, participar e aplicar esses métodos e técnicas que agreguem valores didáticos para o seu dia a dia escolar.  Muitas vezes o sujeito dessa área depende de outros parceiros para que se efetive determinados trabalhos. Então há de se ter uma união simbiótica para que os profissionais dessa classe educacional possam suplantar os desafios e deixarem as suas marcas e fazerem toda a diferença no contexto escolar. Parcerias são cogentes, há de se trabalhar com colaboradores que buscam desenvolver projetos e soluções; aproveitando as ferramentas que estão disponíveis partir para objetivos que deixem os alunos satisfeitos, assim como toda a comunidade que, de alguma foram também pode colaborar, para que as novas propostas de ensino sejam bem assimiladas e possam trazer melhorias contínuas para a educação em geral.

        Diante de todo esse cenário desafiador, é importante destacar o tempo e o espaço dos sujeitos e instituições escolares. Esse é um assunto que sempre estará presente no âmbito escolar, não importando o momento educacional que se viva. Concatenar o tempo e o espaço é fundamental para que o processo sistemático de ensino tenha melhores resultados. A questão é como conciliar, adaptar, implantar a melhor maneira de alinhar esse evento precioso que é o tempo com o desenho organizacional do espaço físico. De fato, não é fácil planejar tudo isso dentro das grades curriculares. Como trabalhar tempo e espaço quando esses aspectos dependem de vários aspectos, entre eles a falta de uma estrutura física adequada, o engajamento do profissional da área, a cultura herdada de uma didática clássica, aliados a outras adversidades que aparecem como resistência? Muitas são as barreiras, mas uma considerada importante são as instituições públicas que deixam a desejar com uma política pública que não contempla, como deveria, com verbas suficientes as instituições educacionais, para que as mesmas, tenha mais ênfase estrutural, ou seja, há muita carência de novas escolas, mais espaços e arranjos físicos. Uma decente infraestrutura, se faz necessário, para que os alunos tenham um ambiente muito mais agradável que culmina em qualidade de vida. Aqui, nessas observações, são referenciadas, basicamente, as instituições educacionais públicas, até porque as instituições privadas, que também tem problemas de tempo e espaço, envolve outro tipo de gestão. Enfim, um ambiente dotado de recursos estruturais, sem dúvidas, trará grandes benefícios para o aluno em todos os sentidos. Mas, muito relevante também, há de se contemplar os professores e toda a sua classe em geral para que esses mediadores do saber possam desempenhar os seus trabalhos com mais dignidade, estímulos e êxitos.
       Sabe-se que há várias teses para enfrentar novos desafios, muitas fórmulas para encontrar a melhor maneira de desenvolver, adaptar, e pôr em prática as novas abordagens científicas que visam uma melhoria educacional. Mas a realidade, entre outras coisas, não é nada fácil para os sujeitos envolvidos no processo de assimilar novos conceitos. Uma das novas propostas contemporâneas é a Transmissão Coletiva do Conhecimento, ou seja, a prática social do aluno vinculado com a prática do professor que através da interação de ambos, possibilita uma tempestade de ideias construtivas que pode vir a ser muito relevante para os objetivos do ensino didático. Porém, para que isso se concretize, é necessário alocar, qualitativamente, tempo e espaço no contexto dos sujeitos e instituições escolares. E para que isso se desenvolva está a figura do professor para indicar o caminho que se pretende chegar. O professor não é dono de todos os saberes, muito menos, deve ser, um simples executor de tarefas, mas sim o indivíduo que irá apresentar as novas abordagens para os seus alunos que por sua vez irão aliar o que se propõe sistematicamente com as suas experiências pessoais, sejam formais, a educações adquiridas em âmbito escolar, com a sua educação informal, assimiladas, essas, na sua vivência familiar, ambiente de trabalho, no seu lazer diário, nas igrejas e na comunidade em geral.
       Para sustentar essa temática do tempo e espaço é relevante destacar, aqui, uma entrevista, artigo esse em anexo, com Alessandra da Costa Gomez pedagoga de uma instituição pública, onde é possível verificar como a atuação de um professor pode ser complexa, mas também muito estimuladora para quem está ingressando na carreira profissional como discente.
        Numa das perguntas, abertas, foi feito o seguinte questionamento: a atual legislação disponibiliza diversas modalidades de organização pedagógica, flexibilizando tempos e espaços. Na sua visão, pela sua experiência, a escola, com seu corpo de docentes, se valendo da sua autonomia, o que ela ainda tem por fazer para que a nova abordagem da prática social entre professores e alunos seja muito bem aproveitado dentro desse contexto de tempo e espaço?
A escola como um espaço de interação social e aprendizagem deveria oferecer aos alunos recursos para além dos cadernos, cartilhas e quadro. Ainda se observa nas escolas um ambiente permeado de proibições, com muros altos e a família distante. A prática social trabalhada pelo docente deve ser bem próxima a realidade vivenciada pelos alunos. É importante que juntamente ao currículo, a ser cumprido, os professores desenvolvam atividades práticas, que façam sentido para os alunos. Que os espaços escolares sejam atrativos e estimulantes. Que o tempo e o espaço não sejam limitações para um trabalho criativo. Acredito que a prática pedagógica deve estar apoiada nos princípios de interdisciplinaridade e transversalidade. (GOMEZ, 2016).

       Vimos aí, supracitado, segundo Gomez (2016), que faltam novos recursos, ou seja, há uma crítica sobre métodos e técnicas tradicionais e pede uma participação mais atuante, ou próxima, por parte dos familiares dos alunos. Cita também que o professor tem que trabalhar, incluir na sua pedagogia assuntos condizentes com a realidade em se que vive. Da mesma forma, observa que o ambiente tempo e espaço sejam estimulantes e propícios para a criatividade dos alunos, e, também muito importante, que a prática pedagógica tem que estar apoiada nos princípios da interdisciplinaridade e transversalidade.
       Em outra pergunta, que teve o seguinte questionamento: Você pode dar um exemplo, ou uma situação já vivenciada, em que você conseguiu adaptar uma aula aproveitando-a da melhor maneira possível, contemplando com o tempo e o espaço, de tal forma que essa dinâmica tenha sido muito relevante para você e para seus alunos?
Em 2014, na semana do aniversário de Florianópolis, a escola propôs que fizéssemos com nossos alunos alguns alimentos típicos da nossa cidade para oferecermos uma degustação aos pais e visitantes da nossa escola. Nossa turma escolheu a ostra. Passados alguns dias surgiu a dúvida de alguns alunos sobre como se desenvolviam as ostras. Realizamos uma aula vivência, onde pudemos visitar os barracões de cultivo em Santo Antônio de Lisboa. Os alunos puderam conversar com os pescadores sobre o cultivo das ostras, conheceram os materiais e as nomenclaturas usadas por eles e descobriram como era feito o controle de qualidade das ostras. Acompanharam cada etapa da produção até chegar ao consumidor. Também aprenderam como eram realizadas as vendas, o valor do produto e o reaproveitamento das cascas.   Retornamos a sala de aula com muitas ideias. Pesquisamos sobre o reaproveitamento das cascas das ostras, que são utilizadas em artesanatos e para fabricação de botões, os alunos trouxeram alguns objetos feitos desses materiais e realizamos uma exposição na feira de ciências que aconteceu 7 meses após a degustação em março. Ou seja, foi um projeto que durou 7 meses, os alunos aprenderam sobre a cultura da nossa cidade, sobre reaproveitamento, cultivo e culinária local. Dentro desse tema proposto pelos próprios alunos pudemos contemplar várias disciplinas: Ciências Humanas e Naturais, Linguagem e Matemática.
Foi um momento de grande aprendizado, lembrando que partiu da curiosidade dos próprios alunos. (GOMEZ, 2016).
       Enfim, GOMEZ (2016), relata uma vivência muito relevante dentro do contexto educacional. Através de um tema proposto, pelos próprios alunos onde é possibilitado propor a interdisciplinaridade e a transversalidade no campo pedagógico
       Esse trabalho que é lacônico, diante da vastidão dessa temática sobre tempo e espaço entre sujeito e instituições, requer muitos estudos por se tratar de um assunto que será sempre atual e que faz parte dos métodos e técnicas curriculares. Portanto é um assunto que nunca se esgotará devido sua importância nos meios educacionais.
       A síntese desse trabalho é mostrar que existe sim grandes desafios, mas o profissional que tem uma boa base pedagógica passa por cima dos problemas adversos que surgem no caminho e transpassa os obstáculos através da sua criatividade, perseverança e comprometimento com a sua profissão. Logo, os desafios, entre outros, de alocar o melhor tempo e o espaço, em todo contexto escolar, é uma atividade que exige do professor usar das melhores formas possível os seus recursos, ainda que escassos ele tem que manusear com certa perícia ferramentas disponíveis para desempenhar um trabalho que traga perspectiva de uma educação de muito valor. E que o professor esteja atualizado com as novas abordagens, saber interpretar as necessidades dos alunos e se aliando a eles nessa nova proposta educacional que envolve uma simbiótica interação. E por fim, buscar uma maior aproximação da comunidade para que unidos possam reivindicar melhorias, de várias naturezas, junto a administração pública que tem o compromisso de um olhar sempre atendo na área da educação que é um dos principais motores do progresso de um pais.


Referências

GOMEZ, Alessandra da Costa. O tempo e o espaço dos sujeitos e instituições escolares. Entrevista escolar, Florianópolis:2016.

Anexo
O tempo e o espaço dos sujeitos e instituições escolares
Entrevista

Entrevistador: Julio Cesar Machado de SOUZA

UNINTER
       Entrevistada: Alessandra da Costa Gomez. Março de 2016.

       Função: Atualmente pedagoga de Colégio Público Estadual

       Essa entrevista tem como proposta avaliar a vivencia de um pedagogo   no seu âmbito educacional, observando como é administrado a temática do tempo e espaço entre os sujeitos e instituições escolares. Nessa dinâmica foram feitas cinco perguntas, sendo   três objetivas e duas perguntas abertas.

Perguntas objetivas
Na sua opinião, a questão tempo e espaço nas instituições escolares, da rede pública, está significativamente alinhado com a proposta de transmissão coletiva do conhecimento, ou seja, está conectada com a abordagem da prática social que busca a efetiva interação entre o professor e o aluno.
Alessandra:

Nunca

Raramente
Às vezes
X
Muitas vezes
Sempre

      
Na sua avaliação, há uma preocupação, ou uma busca contínua, entre os profissionais da área educacional, para que esse tema, tempo e espaço no ambiente escolar se concretize numa dinâmica eficiente?
  Alessandra:

Ainda não
X
Definitivamente não


Sim.
Provavelmente, sim
Definitivamente, sim

 
Você acha que esse assunto, tempo e espaço, é relevante no contexto da educação atual?

      Alessandra:

Sem importância


Pouco importante

Importante
Muito importante
Extremamente importante
X


Perguntas abertas    

  A atual legislação disponibiliza diversas modalidades de organização pedagógica, flexibilizando tempos e espaços.
Na sua visão, pela sua experiência, a escola, com seu corpo de docentes, se valendo da sua autonomia, o que ela ainda tem por fazer para que a nova abordagem da prática social entre professores e alunos seja muito bem aproveitado dentro desse contexto de tempo e espaço?

Alessandra – ­ A escola como um espaço de interação social e aprendizagem deveria oferecer aos alunos recursos para além dos cadernos, cartilhas e quadro. Ainda se observa nas escolas um ambiente permeado de proibições, com muros altos e a família distante. A pratica social trabalhada pelo docente deve ser bem próxima a realidade vivenciada pelos alunos. É importante que juntamente ao currículo a ser cumprido, os professores desenvolvam atividades práticas, que façam sentido para os alunos. Que os espaços escolares sejam atrativos e estimulantes. Que o tempo e o espaço não sejam limitações para um trabalho criativo. Acredito que a pratica pedagógica deve estar apoiada nos princípios de interdisciplinaridade e transversalidade.



       Você pode dar um exemplo, ou uma situação já vivenciada, em que você conseguiu adaptar uma aula aproveitando-a da melhor maneira possível contemplando com o tempo e o espaço de tal forma que essa dinâmica tenha sido muito relevante para você e para seus alunos?



Alessandra – Em 2014, na semana do aniversário de Florianópolis, a escola propôs que fizéssemos com nossos alunos alguns alimentos típicos da nossa cidade para oferecermos uma degustação aos pais e visitantes da nossa escola. Nossa turma escolheu a ostra. Passados alguns dias surgiu a dúvida de alguns alunos sobre como se desenvolviam as ostras. Realizamos uma aula vivência, onde pudemos visitar os barracões de cultivo em Santo Antônio de Lisboa. Os alunos puderam conversar com os pescadores sobre o cultivo das ostras, conheceram os materiais e as nomenclaturas usadas por eles e descobriram como era feito o controle de qualidade das ostras. Acompanharam cada etapa da produção até chegar ao consumidor. Também aprenderam como eram realizadas as vendas, o valor do produto e o reaproveitamento das cascas.   Retornamos a sala de aula com muitas ideias. Pesquisamos sobre o reaproveitamento das cascas das ostras, que são utilizadas em artesanatos e para fabricação de botões, os alunos trouxeram alguns objetos feitos desses materiais e realizamos uma exposição na feira de ciências que aconteceu 7 meses após a degustação em março. Ou seja, foi um projeto que durou 7 meses, os alunos aprenderam sobre a cultura da nossa cidade, sobre reaproveitamento, cultivo e culinária local. Dentro desse tema proposto pelos próprios alunos pudemos contemplar várias disciplinas: Ciências Humanas e Naturais, Linguagem e Matemática.
Foi um momento de grande aprendizado, lembrando que partiu da curiosidade dos próprios alunos.


       Nessa entrevista foi possível analisar que há ainda uma trajetória relevante para que o tema tempo e espaço seja implantado com mais efetividade. Mas também foi possível verificar que é possível ter bons resultados quando se tem um olhar especial para a prática interacional entre professor e o aluno. E sobretudo, quando o professor deixa o aluno conduzir pesquisas através das suas curiosidades e conhecimentos informais.
Por fim, ficou muito bem evidenciado e destacado a importância da interdisciplinaridade e transversalidade que a professora Alessandra nos sugeriu no seu projeto pedagógico que nos foi presenteado através da sua generosa entrevista.   

      


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A civilização moderna...
tem em sua alma o egoísmo e o materialismo...
e procura aumentar o conforto do corpo.

                                                        Gandhi

domingo, 31 de janeiro de 2016

"Mostre-me qualquer outro homem que seja capaz de organizar um exército modelar, em apenas um ano."

                               Lenin (eleogiando a atuação de Trotky como comissário do povo para a guerra)

Lenin já não existe...
Estas palavras caem sobre nós como uma rocha gigantesca cai no mar. Como podemos acreditar nisso?
Como poderemos algum dia nos reconciliar com isso.

                                                                                                                                          Trotsky

"A revolução deve ser preservada, custe o que custar."

                                                                            Lenin
"Uma minoria acorrenta a maioria."
            

"A escravidão é tão antiga quanto a guerra, e a guerra tão antiga quanto a natureza humana".



"Toda certeza que não encontre uma demonstração matemática é uma simples probabilidade. A certeza histórica é dessa espécie."
Nada grandioso jamais será feito sem grandes homens,
e o s homens só serão grandes homens  se     estiverem
firmemente determinados a sê-lo.

                                                         Charles de Gaulle

                                                                                             
"Nada acentua mais autoridade do que o silêncio."


                                                                                                      de Gaulle

"O Brasil não é um país sério".
                                                   
                                                                           De Gaulle

"A dificuldade atraí o homem de caráter,
porque enfrentando-a que ele se realiza."


                                                  Charles de Gaulle





sábado, 30 de janeiro de 2016

O que você vê como terrorismo é a guerra de libertação da palestina contra os israelenses.

                                                                                 Muamar Kadafi